Em 2001, matriculou-se na Escola Arte Metal, depois fez cursos no Califórnia 120 e, em julho de 2004, desenvolveu sua primeira coleção de jóias - "Origami", inspirada na arte milenar de dobradura de papéis, com peças em prata, papel japonês e fios rústicos de seda, numa mistura interessante de materiais.
Outras três coleções vieram na seqüência. "Pele sobre pele" foi desenvolvida com peles exóticas como arraia (galuchat), tilápia e pé de peru, conciliados com prata e gemas naturais. A coleção "Fibrosfera" trouxe peças em formas arredondadas, feitas em prata, fibra de coqueiro, madeira e quartzos, mesclando elementos da natureza. Já "Re-floresta" teve como matéria-prima principal a madeira jacarandá. Além disso, novamente a prata foi usada, desta vez para representar a textura de folhas e flores.
Mariana participou, como artista convidada, das exposições "Pioneiros da Joalheria" e "Belezas Possíveis", ambas no Antiquário Sasson, e também da mostra "Futebol na Arte da Joalheria", que teve a curadoria do galerista Cassiano Araújo.
Suas jóias também já estiveram nas passarelas da semana de moda de São Paulo. No início de 2007, Mariana desenvolveu acessórios para o desfile da estilista Giselle Nasser, no SPFW - outono/inverno. Pulseiras, colares e cintos ganharam formas curvilíneas e sinuosas com ares de art nouveau. Os looks contaram, ainda, com braceletes, gargantilhas e anéis feitos em couro de arraia, pedras brasileiras e prata, característica principal do trabalho da designer.
Atualmente, além de desenvolver novas coleções de jóias, Mariana trabalha como monitora no atelier-escola Califórnia 120, do joalheiro Peter Michael Striemer, em São Paulo.
Mariana Amorim
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