Suas
jóias foram vitrine dos melhores hotéis de São Paulo,
incluindo o Macksoud Plaza e o LHotel, e, em 1998,
ganhou matéria de 15 páginas na revista Ventura. Além
disso, é possível ver suas peças nos editoriais e nas
capas da revista Vogue Brasil, e na galeria virtual
"Brazilian
Art Jewelry", web site de
renomados artistas joalheiros.
Cecilia J. Annunziata é formada em Comunicações
Visuais pela Faculdade de Artes Plásticas da FAAP
(Fundação Armando Álvares Penteado), em São Paulo. Ao
idealizar jóias, em torno de 1984, aprimorou seus
conhecimentos e sua designação profissional.
Após
algumas exposições em São Paulo, incluindo o Espaço
Artefacto, em 1989 participou de uma importante mostra em
Nagoya, Japão. Apesar de trabalhar com todos os tipos de
pedras preciosas, neste evento ela registrou uma
importante marca no seu trabalho de designer, no
qual fortaleceu sua intenção de atravessar fronteiras
levando aos olhares estrangeiros o exótico e
desconhecido mundo das gemas do Brasil.
Um ano mais tarde, Cecilia produziu a exuberante coleção
Composée, exclusivamente para a famosa Bergdorf
Goodman de Nova York, onde cada peça era
diferentemente composta por raras pedras brasileiras.
Em 2001, conquistou o primeiro prêmio
do II Tahitian Pearl Trophy Brazil, e em 2002
representou o Brasil como finalista da etapa
internacional do concurso. Naquele momento, a artista
desenvolvia a coleção Renda, mas ao invés de linha o
trabalho foi feito em ouro com diamantes, ora enriquecido
por pérolas tahitianas ora por gemas brasileiras.
Em 2002,
convidada a fazer parte da Galeria Francine em São
Paulo, hoje conhecida como Helyor por Francine Adida,
exibiu peças baseadas na Art Déco e Art
Nouveau - grandes influências em seu trabalho.
Como na
linha Composée, considerada sua marca
registrada - uma combinação ideal de diversas nuances
em determinadas pedras, Cecilia adora criar jóias onde o degradée
de cores resulta sempre em peças extremamente
exóticas.
Atualmente ela se dedica à
coleção Fauna e Flora, onde formas
orgânicas da natureza se transformam em jóias com
linhas que lembram traços Art Nouveau sobre
gemas coradas. Para este trabalho, a gama de cores
prediletas está no verde das turmalinas, peridotos e
aventurinas, na lavanda das ametistas e no rosa das
rubelitas. O branco da ágata se contrapõe ao preto do
ônix. Os azuis da água-marinha nunca são descartados,
assim como o amarelo dos citrinos. Enfim, o resultado são peças
multicoloridas criadas hábilmente pela artista.
"O exotismo das cores das
pedras preciosas brasileiras permite um jogo sutil e
divertido, onde equilíbrio e qualidade estão lado a
lado".
(Cecilia
Annunziata)
ceciliajannunziata@ajato.com.br
Fotos: Almir Pastore
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