 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
:::::::::::::::::::::::::::: |
© Joiabr - 2000 info@joiabr.com.br
|
 |
 |
 |
|
|
DEDICADA A EXPORTAR
Sergio Hortmann (*)
|

|
setembro / 2005
Toda empresa
pode exportar seus produtos. Esta é uma premissa incontestável.
O que irá variar é o quanto de sua produção
poderá ser exportada e de que forma isso ocorrerá. Neste
quesito, as 3 perguntas básicas do planejamento para a exportação
devem estar sempre presentes: o que, quando e como exportar.
Não vou abordar a questão do planejamento da exportação,
tanto no tocante ao Marketing Internacional quanto ao Marketing puro,
ou às rotinas e práticas operacionais de mercado, o
que já fiz exaustivamente em matérias anteriores e que
podem ser acessadas a qualquer momento, pois se encontram todas listadas
no índice desta coluna. Quero me ater a uma questão
simplista, porém de extrema importância a todo empresário
nacional: a dedicação de um pequeno percentual de sua
produção ao mercado internacional, mesmo que este não
tenha intenção de se tornar atualmente um grande exportador.
Existem vários pontos que podemos aqui enumerar como forma
de convencimento daqueles mais céticos, mesmo que argumentem
que a moeda nacional esteja sobrevalorizada em relação
ao dólar norte-americano ou que os custos de abertura de mercados
sejam altos e sempre pagos em moeda estrangeira. Toda empresa interessada
em se desenvolver deveria dedicar pelo menos 1% de sua produção
ao mercado externo. Tal ação traz benefícios
para o aprimoramento do produto, pois estará concorrendo em
âmbito globalizado (ainda que esta globalização
seja vivenciada em nosso dia-a-dia mesmo em terras brasileiras), obriga
ao investimento em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), para apresentrar
produtos e materiais inovadores, trazendo benefícios para a
empresa também no mercado nacional, provocando um upgrade em
sua posição e aumentando seu market share. Também
podemos citar como argumento o fato do mercado externo ser sempre
mais estável, em comparação ao sobe e desce do
consumo brasileiro e poder crescer com facilidade quando já
se está com um pé fora do Brasil.
É muito difícil o crescimento no exterior. Exige que
o investimento seja feito em doses homeopáticas, mas constantes.
Não se ganha mercado externo de uma hora para outra. Mesmo
se olharmos para o mercado doméstico, a curva de ascenção
e maturidade será longa. Imaginem então se falar de
mercado internacional, onde uma série de diferenças
devem ser consideradas, tais como aspectos culturais, políticos,
geográficos, demográficos e tecnológicos. Entretanto,
quando já se iniciou um trabalho de abertura de mercado, desde
que dominada a ansiedade de se tornar um grande exportador da noite
para o dia, torna-se muito mais fácil.
Fica aqui uma sugestão: contrate um profissional de exportação,
que poderá até mesmo ser um(a) estagiário(a)
em Comércio Exterior, para pesquisar mercados, levantar informações
de potenciais compradores, meios de divulgação, canais
de distribuição, legislação de importação,
práticas comerciais, concorrentes e sua forma de atuação
e tipos de produtos consumidos e/ou aceitos neste mercado. Com base
nestas informações, deve-se planejar, com a ajuda de
um profissional especializado em planejamento estratégico,
a inserção no mercado-alvo escolhido, adequando-se produtos
e definindo todas as formas de atuação, de acordo com
o budget de investimento. Freqüente cursos de exportação
voltados ao seu produto (e não genéricos, onde se ensina
a exportar leite em pó, quando o seu produto é do mercado
de luxo), informe-se e instrua-se antes de iniciar seus investimentos.
Antes de qualquer ação no exterior, elabore um Plano
de Marketing, para evitar desperdício de dinheiro.
Mais vale investir em um bom planejamento e obter sucesso em suas
ações futuras do que gastar desordenadamente participando
de feiras e eventos, sem lógica operacional ou preparação
profissional para tanto. Não estou deixando de recomendar a
participação nestes eventos, mas sempre reitero que
estes somente trazem resultados concretos se forem parte de um Plano
de Marketing abrangente para o mercado externo e não uma ação
isolada. E lembre-se: em caso de redução do nível
de atividade do mercado doméstico, ganha quem já dedica
parte de sua produção ao mercado externo, pois será
muito mais fácil simplesmente aumentar esta participação
do que começar do zero uma ação demorada de inserção
internacional.
Para fechar nossa coluna deste mês, pergunto e ao mesmo tempo
deixo aos leitores como reflexão: quantas empresas brasileiras
que querem se dedicar ou já se dedicam ao mercado internacional
têm um planejamento estratégico global, evitando desperdício
de capital? Quer colher frutos maduros mais cedo? Planeje. Dedique-se
a exportar.
Nas próximas colunas, vou dar, literalmente, alguns caminhos
das pedras... |
(*) Sergio R. Hortmann - Consultor em Comércio Exterior, Marketing
Empresarial e Planejamento Estratégico, Sócio-proprietário
da AH Internacional Ltda. Exportação, Importação
e Consultoria, ministra também cursos e palestras para empresas
do setor. |
| |
Artigo anterior
/ Próximo artigo
Índice
|
|