Algumas empresas do setor joalheiro que já exportam e
outras que querem iniciar suas atividades nesta área já
entenderam que seus níveis de competitividade no
exterior são definidos não só pelo design
diferenciado, qualidade no acabamento dos produtos,
preços atrativos e capacidade produtiva, mas também
pelo conhecimento profundo e utilização correta dos
mecanismos legais e burocráticos de comércio exterior,
como ferramenta para ganhar mercados e se manter neles.
Assim, a contratação de serviços de consultoria faz
parte do mecanismo de redução de custos e crescimento
da empresa, assim como é feita a contratação de um
funcionário como parte de seu quadro.A partir do momento em que as
empresas precisam exportar seus produtos de maneira
eficiente, rápida e sem riscos de falhas e problemas
futuros (principalmente com a fiscalização da
Secretaria da Receita Federal, que pode ser feita pelo
período de 5 anos, a partir da data da operação de
exportação), faz-se necessidade de implementação de
um completo processo de consultoria em comércio
exterior.
A consultoria deve ser considerada como uma das primeiras
atividades que criam as estruturas básicas para o
desenvolvimento do restante das transações comerciais.
Nessa etapa, deve ser feito um diagnóstico da situação
da empresa, de forma a definir os procedimentos
necessários para otimizar todo o fluxo operacional, sem
riscos e com profissionalismo. A otimização destes
procedimentos será sentida pelo cliente final, que
obterá suas mercadorias em um menor prazo e de forma
mais eficiente. É também uma forma de cativar e manter
o seu cliente estrangeiro.
Alguns empresários pensam
na consultoria somente como forma de abrir mercados e
vender produtos, mas se esquecem que um fluxograma eficaz
na exportação trará economia à empresa. Muitas vezes,
com a caixa da empresa baixo, é difícil poder dominar a
ansiedade de se iniciar as vendas no exterior. Lembro que
a exportação não é tapa-buraco e nem tábua de
salvação para nenhuma empresa. O processo de
exportação requer paciência e, principalmente,
investimentos, pois haverão custos com a adequação de
produtos já existentes, pesquisas e testes de mercado,
desenvolvimento de novos produtos, viagens e, como todo
processo comercial que se inicia, tempo para maturação.
Errado se pensar que uma empresa, somente por ter
produtos que poderão ter aceitação no exterior está
pronta para vender e se manter no mercado. Muitas vezes,
estas empresas não podem nem mesmo dar um prazo para
pagamento ao seu cliente estrangeiro, ao passo que no
mercado nacional isto é prática rotineira.
Abrir mercado no exterior
é somente a conseqüência do trabalho ideal de
consultoria. É necessário se implantar um processo de
formação de cultura exportadora dentro da empresa e
esta não está limitada somente ao diretor, como também
a todos os colaboradores internos e terceirizados. Querer
pular etapas é atropelar seu mercado e resultará em uma
entrada desastrosa no mercado externo. A empresa
descobrirá, então, que gastou muito dinheiro e os
resultados não foram os esperados. O correto
investimento reduz custos na exportação e garante
fidelização de clientes. O investimento em consultoria,
então, passa a ser facilmente pagável.
Importante lembrar sempre
que o sucesso das ações de uma empresa junto aos seus
clientes nunca serão lembrados por este, mas os erros
cometidos estarão gravados para sempre em suas
memórias. Como diz a velha máxima, evitar erros é
melhor que remediá-los.
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