O Tesouro de Maikop é a maior coleção arqueológica mundial encontrada na região que compreende a costa norte do Mar Negro e o nordeste do Cáucaso. Mais de 2.000 peças, que abragem um período de 4.500 anos, ajudam a compreender a história das tribos nômades desta parte do mundo. A peça mais antiga data de aproximadamente 3.000 a.C. e, a mais nova, do século XIV.
Cronologicamente, a coleção conhecida como Tesouro de Maikop pode ser dividida da seguinte forma:
1.Primórdios da Idade do ferro (8.000 - 7.000 a.C.)
2.Período Cita (6.000 - 4.000 a.C.)
3.Idade do Bronze (3.000 - 2.000 a.C.)
4. Período Sármata (séculos II – IV)
5. Idade Média (séculos VII- XIV)
O tesouro atualmente se encontra no Museu Nacional e no Museu da Pré-História, ambos em Berlim, Alemanha e nos EUA, no Museu Penn da Universidade da Pensilvânia e no Museu Metropolitano de Nova York.
A descoberta do tesouro se deve a M. A. Merle de Massoneau, fundador do Banco do Oriente em Paris e que antes trabalhou durante quase duas décadas como diretor das vinícolas imperiais russas do czar Nicolau II na Criméia e na região do Cáucaso. Ao longo deste tempo, de Massoneau reuniu uma enorme e incrível coleção.
Há mais de cem anos, de Massoneau começou a sua coleção - a qual somente na década de 30 do século passado encontrou seus donos permanentes nos museus já citados, tornando-os os maiores possuidores de antiguidades da Europa Oriental fora da Rússia.
Infelizmente, porém, vários objetos que permaneceram em solo russo sofreram danos ou simplesmente desapareceram durante a II Guerra Mundial, notadamente os itens encontrados nas tumbas reais citas de Aleksan-dropol, Chmurev e Mordvinovskii e que estavam guardados no Museu de História de Kharkov e no Museu Nacional de História em Kiev, ambos na Ucrânia, assim como os objetos preservados no Museu Nacional de Berlim foram roubados, quebrados ou sofreram com o fogo, durante o bombardeio da cidade pelos Aliados.
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