Os resultados do primeiro quadrimestre de 2008 começam a ser publicados e
informados pelas principais empresas, grupos e marcas da atividade de Luxo
do mundo. Face aos problemas na economia americana, há uma certa
apreensão sobre como a atividade se comportará este ano e, principalmente,
quais serão os efeitos negativos e principais problemas que a mesma poderá
passar nos EUA.
De forma geral, já é possível notar um desaquecimento nas
vendas de produtos de Luxo nos EUA e também na Europa. Entretanto, é menor
do que alguns especialistas acreditavam que aconteceria. Consumidores
asiáticos e do leste europeu têm aumentado o consumo, levando a um
crescimento de aproximadamente 6% no segmento nesta região, neste período
de observação e, de alguma forma, compensando perdas em mercados
tradicionais como a Europa e EUA – acredita-se que ao final do corrento ano, o
percentual de crescimento, somente desta região do mundo, poderá alcançar
20%.
O mercado americano, segundo estimativas, deverá crescer
aproximadamente 7% no consumo da atividade em 2008, bem menor que o índice de 15% do ano de 2007. Parte deste crescimento, porém, deverá
ser oriundo do aumento natural dos preços e, evidentemente, do consumo de
turistas que, de alguma forma, tem mantido a freqüência no País. O consumo
europeu em países tradicionais como França, Itália, Inglaterra e Alemanha tem
mantido o desaquecimento. O ano de 2007 apresentou taxas de 12% e as
estimativas para 2008 não ultrapassam também os 7%.
Outras regiões da
Europa, principalmente as oriundas do eixo comunista (emergentes no consumo do Luxo), e a força da Rússia têm garantido
excelentes níveis de crescimento para a atividade como um todo.
No poderoso
Japão, o crescimento também não deverá alcançar dois dígitos de percentual.
Alguns apontam que o principal motivo se dará pelo fato de que os japoneses
investirão mais em moradia este ano do que em produtos e serviços de Luxo. O
restante do mundo tem garantido um total aproximado de 26% do consumo
geral da atividade e deverá manter o crescimento médio que tem oscilado entre
18% e 22%. O Brasil, o mais importante e relevante mercado da América
Latina, apesar da força do México, apresentou em 2006 um resultado de 17%. Os números de 2007 serão apresentados em breve pela Pesquisa da MCF
Consultoria & Conhecimento e GFK Indicator. Outrossim, as expectativas são
muito boas.
O ano de 2007 foi um ano de resultados vigorosos para a atividade
como um todo. O onipresente e poderoso grupo LVMH, apresentou excelentes resultados
neste primeiro quadrimestre do ano. Seus resultados possuem 37% na Europa,
25% nos EUA, 11% no Japão e 27% no restante do mundo. O segundo maior
conglomerado mundial, Richemont, por sua vez, já tem 43% na Europa, 23%
nos EUA, 13% no Japão e 24% no resto do mundo. A maior diferença vem do grupo/marca italiana Tod’s: 75% dos resultados são oriundos
da Europa, 10% dos EUA, 7% do Japão e apenas 8% do restante do mundo.
A atividade do Luxo não sofre com os obstáculos da economia mundial?
Sofre e muito! As quedas, quando acontecem, geralmente são fortes.
Entretanto, a atividade tem mantido um regular e expressivo crescimento nos últimos 20 anos e, com o desejo de de consumo ao que é especial nos novos
centros econômicos mundiais, espera-se que este crescimento ainda se dê por
muito tempo. |