Nascido em Ay, França, no dia 06
de abril de 1860, René Lalique contribuiu
significativamente para o movimento Art Nouveau, que
floresceu através da Europa e nos Estados Unidos, entre
1890 e 1910 e cujas principais características
ornamentais são as linhas ondulantes e assimétricas,
que geralmente tomam a forma de flores e botões, galhos,
asas de insetos e outros delicados elementos da natureza.
Linhas que ora são elegantes e graciosas, ora impõem
ritmos dinâmicos, criando uma fusão entre a estrutura e
o ornamento. Após
ter estudado na Escola de Artes Decorativas de Paris, e
passado uma temporada em Londres (1878-80), Lalique abre,
na capital francesa, sua firma em 1885. Seus broches e
escovas para cabelos Art Nouveau fazem grande sucesso na
Exposição Internacional de Paris de 1900 e tornam
Lalique um celebrado joalheiro. Com o sucesso, passa a
ter clientes famosos como a atriz Sarah Bernhardt, para
quem Lalique desenha algumas de suas mais belas
criações. Dotado de uma técnica inovadora introduziu,
na confecção de jóias e outros objetos preciosos,
materiais como ossos de chifres de animais, aliando o
visual apresentado pelo material com suas qualidades
tácteis. Seus motivos favoritos são a mulher -
representada com penteados sensuais e vestidos diáfanos
e drapeados - e os animais, especialmente insetos e
cobras. Reagindo contra a produção industrial de
jóias, a esta época adornadas com uma grande quantidade
de gemas, Lalique cria jóias elegantes e fantásticos
desenhos com relativamente poucas gemas.
O interesse pelos cristais-de-rocha e
pelas possibilidades praticamente ilimitadas do vidro
leva Lalique a experimentos na fabricação de jóias e
outros objetos de adorno. Em 1910 ele estabelece uma
fábrica de vidros em Combs-la-Ville e em 1918 adquire
uma outra fábrica em Winge-sur-Moder, ambas na França.
Uma encomenda para frascos de perfumes o leva a
desenvolver o estilo de fabricação de vidros moldados
pelo qual é tão conhecido: caracterizado por
superfícies lisas e com aparência de gelo, com
fantásticos e elaborados padrões, ou às vezes
inspirado em formas da natureza, estes objetos em vidro
podiam também ser coloridos, durante o processo de
fabricação ou após, durante o processo decorativo. A
decoração em relevo era obtida por sopro nos moldes ou
por pressão.
Durante a Exibição de
Paris de 1925, mostra jóias e objetos de luxo com novos
designs, aumentando ainda mais sua reputação já
consagrada e fazendo de suas peças as mais cobiçadas
durante a década de 1920. Atuante também na decoração
de interiores e na arquitetura, Lalique foi o principal
advogado da utilização do vidro como objeto decorativo
e funcional, com o objetivo de iluminar ambientes.
Lalique morre em Paris,
no dia 05 de maio de 1945. Após sua morte, seu filho
Marc, continuou a produzir vidros decorativos no mesmo
estilo pessoal do pai.
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*Julieta
Pedrosa - carioca,
arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de
Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da
joalheria, é designer de jóias e professora de
História da Joalheria e de Gemologia básica em
Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades
de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de
Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam
as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail: julieta@julietapedrosa.com.br
site: www.julietapedrosa.com.br
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