Dois assuntos recorrentes na Joalheria de Montagem são a versatilidade do uso de materiais e a praticidade dos entremeios.
Por mais que o design dos fechos já prontos pareça definido e sugira interferir na criação, parecendo limitador, os designers e artistas plásticos que utilizam estas peças em suas jóias demonstram, sem grandes dificuldades, que elas ajudam muito na criação.
Diferente de formas básicas como esferas, quadrados e outros formatos mais simplificados - que podem ser usados em peças mais clássicas até outras mais arrojadas sem comprometer a criação - fechos de brincos como os de formato navete ou, ainda, chapas redondas que por si só já têm estilo próprio, exigem muito mais na hora de serem incorporados a uma jóia.


O resultado obtido com estes fechos de brincos, quando utilizados em criações contemporâneas, apresenta-se de forma interessante e atrai o consumidor pela leveza estética e pelo design clean, composto por poucos elementos.
O uso de materiais diferenciados na criação de jóias tem atraído o olhar para o inusitado que, por vezes, é quase uma poesia. Um bom exemplo são as coleções do artista plástico Paulo Mac Dowell, da praia do Pipa, em Natal. Ele preserva a exuberância da natureza efêmera das flores e mescla a durabilidade de metais nobres como a prata e o ouro. E, para valorizar a função principal da Jóia de Montagem, Paulo transforma fechos de brincos em pingentes.

Estas são vantagens competitivas do uso de fechos e acabamentos pré-prontos: agilizar a produção de uma coleção de jóias, complementar adequadamente as peças e facilitar a transformação de função de uma parte em outra - atendendo uma necessidade imediata, buscando inovar forma e função.
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