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TECNOLOGIA E DESIGN

PROTOTIPAGEM RÁPIDA MEDIANTE SUBTRAÇÃO


Patricio Alzamora *


julho / 2009

Trata-se de um dos temas mais importantes em relação à tecnologia de produção de joias na atualidade, imprescindível para qualquer fabricante com um mínimo de necessidade de industrialização e padronização.

Com enorme precisão, esta técnica permite produzir, eficientemente, modelos que precisam de exatidão para sua montagem, como peças com cravações complexas e garras, com encaixes de componentes ou de desenho muito complicado para serem feitas à mão.

As tecnologias utilizadas atualmente podem ser divididas em dois tipos: subtrativa, que retira material a partir de um bloco, entalhando o modelo e aditiva - tema da próxima coluna.

As representantes, óbvias, da técnica subtrativa são as fresadoras CNC, que utilizam diferentes fresas de metais ou diamante e são capazes de talhar materiais como cera, resinas, espumas, madeiras e até metais, sendo por isto utilizadas para criar ferramentas, estampas, eletrodos  e matrizes para a indústria joalheira.

Alguns modelos de fresadoras mais específicos para joalheria são capazes de gravar e modelar o interior de anéis, além de escanear tridimensionalmente objetos.

A principal vantagem deste equipamento é seu custo relativamente baixo. É uma tecnologia com muitos anos de desenvolvimento, com capacidade de produzir ferramentas, gabaritos, moldes, além da diversidade de materiais que pode usinar, atendendo as necessidades das diversas variantes da indústria de bijuteria e de joalheria.

Essencialmente, as fresadoras são formadas por um conjunto de no mínimo três barramentos (trilhos) orientados segundo os eixos: x (largura) y (profundidade) e z (altura), sendo que alguns modelos mais sofisticados possuem até cinco eixos, seu movimento é acionado por motores elétricos controlados por computador, talhando com fresas que giram em alta velocidade o material usinado.

Este tipo de maquinário existe em diversos tamanhos, potências e capacidades, desde pequeníssimas máquinas destinadas mais ao uso recreativo (hobby) com apenas três eixos, baixíssima potência e que como motor de usinagem, utilizam micro-retíficas domésticas (tipo Dremel) até máquinas capazes de trabalhar o aço, trocar automaticamente ferramentas e usinar com cinco eixos todas as fases de uma peça, inclusive áreas interiores, como no caso de anéis. Como contrapartida, são máquinas que exigem ser operadas por pessoas com treinamento específico em técnicas de usinagem.

Características que devem ser observadas ao adquirir um equipamento para a produção de protótipos para joalheria:

- precisão mecânica e de software. Os equipamentos mais simples são construídos de formas mais artesanais, portanto, imprecisas, como barramentos não perfeitamente alinhados, componentes móveis frágeis e softwares deficientes, mal escritos e dificílimos de utilizar e aprender. Há alguns equipamentos que exigem um computador dedicado unicamente a ele;

- potência, robustez e velocidade de trabalho;

- grau de automação nos procedimentos de trabalho; como sensores que agilizem a calibragem e o posicionamento do material;

- compatibilidade com software de modelagem e criação 3D;

- adendos para facilitar o trabalho; como a existência de quarto eixo para produzir anéis e modelos talhados em duas ou mais fases e dispositivos para fixar o material a ser talhado (além de dispositivos de segurança que evitem danos maiores ao equipamento em caso de erro de utilização);

- continuidade e disponibilidade de insumos e peças de reposição, manutenção e garantia;

- a existência ou não de fóruns de usuários, que serão fonte de conhecimento e solução de problemas (além de incríveis modificações e dispositivos, criados por usuários, que os disponibilizam na internet e que podem potencializar as funções da máquina).

Espero ter ajudado a esclarecer este assunto.
Até o próximo mês!


*Patricio Alzamora - Chileno, artesão em metais desde os quatorze anos de idade, estudou antropologia, foi dono de fábrica e loja no Chile. Criou e iniciou os cursos de joalheria do SESC–Pompéia e da FAAP, foi professor no Sebrae, SESC e IED. Realizou palestras em Associações de Joalheiros e Feiras de Tecnologia para Joalheria, fazendo demonstrações de equipamentos (Foredom, 3M), além de assessorar tecnicamente fabricantes por todo Brasil. Atualmente cria e modela peças para designers, empresas e público em geral, além do ensino de design de joias e tecnologias utilizadas em joalheria em sua própria escola, o Atelier Alzamora.
Contato:
patricioalzamora@uol.com.br / www.atelieralzamora.com.br

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