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TECNOLOGIA E DESIGN

DESENHO POR COMPUTADOR
HARDWARE


Patricio Alzamora *


maio / 2009

Nesta oportunidade, iremos falar sobre os meios de produção de design digital, começando pelo Hardware, já que muitas pessoas têm dúvidas sobre este tipo de equipamento. Na próxima coluna falaremos sobre os softwares.


Peça em imagem renderizada por computador e depois já pronta

Computador: deve-se dar ênfase à compatibilidade com software que exige bom poder de processamento e qualidade gráfica. Para isso, o computador deve possuir, pelo menos, uma placa gráfica independente (não on board) e bastante memória RAM, além de sistemas de armazenamento óptico, gravador de CD ou DVD, já que os programas de desenho e modelagem produzem arquivos relativamente grandes. Pode-se dizer que quanto mais potência (poder de processamento) melhor.

Monitor: no caso de monitor CRT (com tubo) - que são preferidos por pessoas que trabalham com design gráfico, por ter uma melhor resolução que o LCD - é  recomendável um que tenha uma distância entre pontos horizontais (dot pitch) menor do que 0,24 mm, tela plana para evitar reflexos do ambiente (o que produz cansaço visual, com banho anti-reflexo (anti glare), que suporte freqüência de varredura superior a 75 KHz e que seja tão grande quanto for possível pagar. No caso do monitor LCD, atualmente, muitos programas fazem bom uso do formato wide screen, permitindo assim, manter colunas de ferramentas abertas nas laterais, agilizando o trabalho mantendo uma boa visualização do modelo no centro da imagem. Os monitores LCD de boa qualidade devem ter um bom contraste no espectro de 1 para 5.000 e tempo de resposta igual ou menor a  5 milissegundos - para evitar a formação de fantasmas ao girar a peça no ambiente do software.

 

Interface: o mouse deve ser óptico e com a maior resolução possível, desenhado seguindo princípios de ergonomia. Existe também a prancheta eletrônica (tablet), instrumento que permite desenhar com um lápis diretamente sobre a sua superfície e capaz de “sentir” até 1024 níveis de pressão, que pode ser interpretada pelo software como um traço mais ou menos intenso ou forte. Fora isso, a prancheta oferece a vantagem de evitar lesões por esforço repetitivo ou tendinite.


Já existem programas nos quais é possível esculpir a matéria virtual como se tratasse de ferramentas reais, havendo inclusive hardware específico para esta função chamado digitalizador, que é uma caneta fixada em um braço articulado que transmite os movimentos da mão para o software, estas tecnologias facilitam a transição do desenho manual para o digital.

Digitalização: qualquer scanner disponível no mercado com resolução mínima de 1.200 x 1.200. Atenção aos programas de controle do scanner, pois existem marcas com boa qualidade no hardware, mas com software praticamente inútil. As novas câmeras digitais com resolução a partir de 8 megabytes já são capazes de gerar imagens com qualidade suficiente para vetorização.

 


*Patricio Alzamora - Chileno, artesão em metais desde os quatorze anos de idade, estudou antropologia, foi dono de fábrica e loja no Chile. Criou e iniciou os cursos de joalheria do SESC–Pompéia e da FAAP, foi professor no Sebrae, SESC e IED. Realizou palestras em Associações de Joalheiros e Feiras de Tecnologia para Joalheria, fazendo demonstrações de equipamentos (Foredom, 3M), além de assessorar tecnicamente fabricantes por todo Brasil. Atualmente cria e modela peças para designers, empresas e público em geral, além do ensino de design de joias e tecnologias utilizadas em joalheria em sua própria escola, o Atelier Alzamora.
Contato:
patricioalzamora@uol.com.br / www.atelieralzamora.com.br

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